9 de jan de 2015

As 5 coisas mais estranhas que a evolução deixou em seu corpo

Se você não acredita na evolução, precisa gastar muito tempo pensando sobre as coisas inúteis que o criador colocou em nossos corpos. Por que nossos dentes do siso não cabem direito em nossas cabeças? Por que temos um apêndice?
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A resposta é que a evolução é um processo desleixado e lento. Um dia, mesmo que leve milhares de anos, esperamos não ter mais coisas como…

5. Arrepio

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Arrepios tendem a ocorrer principalmente quando estamos com medo ou frio. Também podem aparecer quando nos sentimos sexualmente excitados. Mas porquê?

Já notou como o pelo de um animal assustado ou irritado de repente se eriça? É isso. Arrepios são causados por pequenos músculos se contraindo na base dos folículos pilosos, o que deixa os pelos em pé e enruga a pele.
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Hoje, essa reação é inútil para nós. Mas foi útil para os nossos antepassados que eram muito mais peludos.
Arrepios levantam os pelos em um animal por duas razões principais: se ele está assustado, pelos em pé podem fazê-lo parecer maior, o que por sua vez pode ser o suficiente para levar um predador a mudar de ideia sobre atacá-lo. Também pode ajudar o animal a se manter quente – o mesmo ocorria com nossos ancestrais, uma vez que os pelos prendiam uma camada de ar perto da pele usada como isolante. É uma habilidade que a maioria dos mamíferos peludos ainda possui.
No entanto, nossos corpos lisos não podem aproveitar qualquer um desses recursos atualmente. A única coisa para qual os arrepios servem é para dizer se alguém está com frio, com medo ou sexualmente excitado (sempre assuma uma das duas primeiras coisas).
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4. Irritação a sons agudos

#ds31 - Nails on a Chalk Board

Você sabe o estridente som de unhas arranhando lentamente um quadro-negro? Você provavelmente sentiu uma sensação de formigamento em sua coluna apenas lendo essa frase.

Por que este som é aversivo o suficiente para provocar uma resposta física? Por que nos faz querer arrancar os cabelos e enfiar lápis em nossos ouvidos?
Em um estudo de 1986, cientistas investigaram o mistério de sons irritantes. Eles testaram 24 indivíduos, fazendo-os ouvir uma variedade de sons desagradáveis e avaliá-los com base em quão irritante eles eram.
Sem surpresa, os indivíduos classificaram as unhas no quadro como o pior som. Também classificaram como altamente irritantes copos de isopor esfregados juntos, uma dobradiça de porta rangendo e uma broca de dentista. Todos eles são sons estridentes de alta-frequência.
Os pesquisadores pensam que a frequência do som de unhas em um quadro negro é parecida com o som dos gritos de alerta de um macaco. Como esses alertas eram uma poderosa defesa em nossa evolução precoce – parte da vantagem de viver em grupos, antes de desenvolvermos a linguagem -, a irritação pode ser um resquício de nossa reação a essas chamadas. Mesmo gritos femininos em filmes de terror são dessa mesma frequência.
Outra teoria é que esses sons agudos podem ser semelhantes aos que eram feitos por um dos nossos principais predadores antigamente, de forma que os indivíduos com sensibilidade maior a essa frequência tinham menos chances de serem comidos e sobreviveram – assim, todos nós que estamos pelo planeta hoje herdamos tal habilidade e odiamos tal alta frequência.
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3. Terceira pálpebra

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Sim, você tem uma terceira pálpebra. Ou os restos de uma, pelo menos. É aquela coisa cor de rosa no canto de seu olho, ao lado de seu nariz.

Na verdade, é chamada de membrana nictitante, e é uma pálpebra semitransparente usada por aves, répteis, anfíbios, peixes e vários mamíferos. Ela pode proteger o olho ou umedecê-lo com uma piscadela.
Criaturas que vivem ou passam a maior parte de suas vidas na água a usam para lavar partículas irritantes que flutuam em seus globos oculares. É útil também para os pássaros quando eles querem alimentar seus filhotes sem serem bicados nos olhos. Também é útil se você é um falcão peregrino em queda livre que não quer pedacinhos de merda no ar voando em seu globo ocular a essa velocidade.
Gatos e cães são outros animais que também têm uma membrana nictitante parcial, que às vezes aparece quando eles dormem para cobrir o globo ocular e bloquear mais luz.

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Quanto a nós, seres humanos, obviamente, não podemos usar o que nos resta dessa membrana para qualquer uma dessas coisas. Os músculos que a controlam têm degradado ao ponto onde são praticamente inexistentes. Não sabemos quão longe este recurso vestigial ainda vai nos acompanhar em nossa evolução, mas desde o momento em que começamos a perder a capacidade de usá-lo, ele serve apenas para manter as ramelas no canto de nossos olhos.
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2. Músculos auriculares

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Você pode mexer suas orelhas? Se pode, você tem uma habilidade que cerca de 85% da população não têm. Os músculos que controlam esse movimento são os auriculares, que cercam o ouvido externo. No entanto, além de ser capaz de impressionar seus amigos no pátio da escola, eles nunca foram muito úteis para você, certo?

Mas esse não foi sempre o caso. Graças a esses músculos auriculares, nossos ouvidos eram capazes de fazer coisas incríveis no passado.
Alguns mamíferos podem mover seus ouvidos em direções diferentes para identificar de que locais vêm os sons. Isto é especialmente importante para animais de pequeno porte que não têm uma excelente vista de seus arredores.
Nossos ancestrais primatas usavam esses músculos para ter o controle direcional sobre suas orelhas também, mas perderam a necessidade de possuir essa capacidade por causa da tendência de viver em grupos. Isso fez com que a visão coletiva do grupo fosse a principal linha de defesa. Lembra dos gritos agudos, que foram provavelmente algum tipo de alarme vocal para avisar o resto da tribo de perigo? Audição direcional teria ajudado com esse tipo de coisa também.
Ao longo do tempo, chegamos ao ponto em que a maioria de nós não consegue nem mexer as orelhas, quem dirá apontá-las em ângulos diferentes.

1. Dentes do siso e apêndice

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Se você ainda tem seu apêndice e todos os seus dentes do siso em seu corpo, você tem uma chance de 7% de desenvolver uma apendicite e 85% de ter pelo menos um dente do siso impactado. Ambas as coisas requerem cirurgia.

Não só você pode viver sem esses recursos, como você vive melhor sem eles. Tudo o que eles fazem hoje é aumentar sua probabilidade de ter uma infecção.
No entanto, eles parecem ser resquícios de uma era em que éramos habituados a comer muito mais folhas, antes de convertemos para a nossa dieta moderna à base de fast food.
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Seus dentes do siso ficam impactados e infectados porque você não tem espaço para eles. Eles surgiram nos primeiros seres humanos que tinham mandíbulas maiores e mais adequadas para mastigar matéria vegetal. A moagem de folhas ao invés de carne cozida e/ou pizza é um trabalho árduo que exige mais dentes para espalhar a carga, especialmente porque você tem que comer muito para se satisfazer.
Quanto ao apêndice, a teoria mais popular é que um dia ele serviu para ajudar na digestão de todas estas folhas. É uma extensão do ceco, um órgão que é muito maior em herbívoros do que carnívoros porque é usado para quebrar uma quantidade enorme de celulose. Já que não temos mais a necessidade desta extensão, ela encolheu em um órgão vestigial que se parece com um verme.
Vale lembrar que isso é apenas uma teoria. Não houve muito estudo sobre o apêndice porque, você sabe, ninguém dá a mínima para um órgão extremamente inútil. 
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